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De volta ao “porto seguro”

Olá a todos os meus leitores e aos curiosos que querem saber um pouco sobre a vida de quem mora fora do Brasil, em especial na Austrália.

Calebe blogEm primeiro lugar quero agradecer a você por acompanhar esta que considero a maior aventura da minha vida. Os 2 anos que passei na Oceania me fizeram ter uma reviravolta na minha maneira de pensar. Hoje me considero muito mais preparado para enfrentar os problemas, com uma cabeça muito mais aberta e antenada nas coisas que acontecem ao meu redor. Também me considero, agora, um profissional sem medo de arriscar e de encarar os desafios.

Trabalhar em tantas áreas na Austrália (professor de forró, DJ, lavador de prato, serviço de limpeza em shopping e em escritório, garçom, jornalista e sanduicheiro), me fez enxergar que posso fazer qualquer coisa. Não tenho mais medo e vergonha de nada. E falo sério! Não sei se no seu estado é assim, mas em Brasília, quando você é apresentado há uma pessoa, necessariamente ela vai perguntar onde você mora, o que você faz e qual o seu grau de formação. Tudo isto para enquadrá-lo numa lista imaginária que irá dizer o quanto a sua amizade é importância. É obvio que ao sair a pessoa ficará atenta ao seu carro para dar o arremate final.

Fora do Brasil isto não acontece, porque todos os brasileiros estão no mesmo barco. Andam a pé, de bicicleta, transporte público ou carro velho. Trabalham lavando prato, de garçom, limpando chão, na cozinha, o tipo de serviço que não se dá valor por aqui. Moradia? A maioria paga aluguel e divide casa com várias pessoas. Quando se tem o próprio quarto pode se considerar uma pessoa bem instalada, porque muitos o dividem para baratear os custos. Estas experiências nos fazem dar valor às coisas que realmente importam na vida.

Familia no blog

Agora estou de volta no aconchego da família. Cheguei no dia 29 de junho, numa baita surpresa para a minha mãe e irmãs. A previsão era voltar no fim do ano, mas em Janeiro passado decidi antecipar a viagem. Alguns fatores me fizeram tomar esta decisão. Na minha avaliação eu já tinha feito o que me propus ao sair do Brasil; eu também não queria perder a passagem, o que me geraria um prejuízo de 4 mil reais; e não passava pela minha cabeça ficar mais um inverno gelado da Austrália.

Com um mês e 11 dias no Brasil comecei a trabalhar. Estou com dois empregos e começando devagar um negócio próprio. Na avaliação de muitos economistas o Brasil está bem. Graças a Deus tenho percebido isto na prática.

Tenho muito a agradecer a todos que me apoiaram em Perth. Fiz amigos que levarei para o resto da minha vida. Às vezes tenho saudade, mas não a ponto de querer voltar. Sinto que o meu tempo por lá já se foi. Agora tenho que apostar todas as minhas fichas emocionais e profissionais neste país que tanto amo.

Espero em breve voltar a escrever, mas agora com o intuito de mostrar a beleza das cidades brasileiras para os meus amigos espalhados pelo mundo.

Um grande abraço

Calebe Pacheco

Inglês, nunca mais!

calebe-2009-03-31

Sei que quem está no Brasil não vai entender, e muitos vão criticar o que vou escrever a seguir. Mas a realidade é que, chega um momento em que ninguém mais tem “saco”, desculpe o termo, para estudar inglês. Imagine: você estuda o dia todo, de segunda a sexta-feira, e trabalha a noite e fim de semana para se sustentar e pagar a escola. Você não consegue ter vida social, e chega um tempo em que esta rotina torna-se insuportável.

Qual a solução? Fazer um curso técnico de Business ou estudar inglês à noite. Em Sydney sei que existem varias escolas com aulas noturnas, mas em Perth só tem uma. No Curso técnico, você estuda duas vezes por semana, dependendo do curso, e tem o restante dos dias para trabalhar e levar uma vida social parecida com a do Brasil. Talvez você não entenda o que estou falando. Eu também não entendia até morar aqui.

Planos de volta

Já faz nove meses que voltei das minhas perfeitas férias no Brasil. Com um ano e oito meses fora, o coração já não sofre tanto. A gente acostuma com a distância da família, amigos e da terrinha. Não que eu tenha me tornado frio ou esquecido as pessoas. Simplesmente o nosso emocional, a cada dia, se fortalece.

O plano neste ano é voltar para o Brasil em Dezembro. Termino meu curso de Businnes e volto a tempo para o Natal. Sabe quando o coração diz que você já fez o que tinha que fazer, e que está na hora de mudar de novo? O meu coração começou a me dizer isto no começo do ano. Sinto agora a mesma sensação que senti quando decidi lagar tudo no Brasil e vir para a Austrália. Chegou a hora de fazer o caminha inverso.

Carro a preço de banana

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Há um mês comprei um Toyota Corolla com cambio automático. Não pergunte nem quanto eu paguei e nem o ano do carro. Seria muita falta de educação!… rsrsrs. Comprar carro na Austrália é muito fácil. Existem excelentes carros por 4 mil dólares, mas se quiser economizar, pode pagar 600 dólares, como eu paguei.

Porém, para comprar um carro barato como este, você dependera da sorte. Como definiu uma amiga australiana: “você sai com o carro e cruza os dedos para ele não parar”. Porque, se quebrar ou bater, não vale a pena consertar; É melhor comprar outro. De vez em quando se vê um carro batido ou quebrado abandonado na rua. Se um veiculo ficar mais de 24 horas jogado numa estrada ou calçada, a policia coloca um adesivo de abandonado, e reboca para o ferro velho.

Carteira de motorista Brasileira

Além da facilidade de comprar um carro barato, você pode utilizar a carteira brasileira. Anteriormente, a carteira brasileira só podia ser usada por três meses, Agora, a legislação na Austrália mudou e os brasileiros, com visto de estudante, podem usá-la até vencer.

Crise na Austrália

A crise também afeta a Austrália. West Austrália, onde moro, é a região mais prospera deste país, devido à extração de minério. Porém, a China reduziu em muito a importação, o que resultou no fechamento de varias minas e muitas demissões. Vários amigos têm reclamado da falta de emprego. Conheço pessoas que estão à procura de trabalho por mais de um mês e não acham.

O meu conselho é você vir com uma reserva maior, somente em caso de não começar a trabalhar rápido. Até porque, se você não tiver pelo menos o inglês básico, terá mais dificuldade ainda.

Vídeo sobre Perth

A partir do próximo mês começo a gravar uma serie e vídeos sobre Perth. Vou falar sobre a estrutura da cidade, sobre transporte, moradia, alimentação e outros temas. Espero ajudar você a entenderem um pouco mais sobre a rotina dos brasileiros que vivem por aqui e sobre a dinâmica da cidade.

See you later

Como é voltar do Brasil?

Como é voltar do Brasil?

 

DJ na festa brasileira

DJ na festa brasileira


Faz três meses que voltei para Perth. Retomei a aula de dança, DJ na balada brasileira e garçom, tudo como era antes. Acho que esta é a pior parte ao voltamos para a Austrália. Quando vimos pela primeira vez tudo é novidade: a língua, as pessoas, a mudança de país. Mas depois de passarmos férias no Brasil, chegamos à Austrália sabendo exatamente o que vai acontecer. Conversei com vários brasileiros, que estiveram de férias no Brasil, e todos passaram pelas mesmas dificuldades. A volta para a Austrália é  muito difícil. Principalmente nas duas primeiras semanas, uma pergunta não cansa de rondar nossa cabeça: “O que eu vim fazer aqui novamente?”


Meus dias no Brasil foram simplesmente fantásticos. Revi amigos, família e me esbanjei do melhor da culinária brasileira. Quando cheguei em Brasília, estranhei a sujeira na rua, os prédios sujos, calçadas quebradas. Além disso, eu recebi um presente de boas vindas três dias depois de chegar: tentaram roubar o carro da minha irmã que estava comigo. Mas logo me acostumei com tudo. Vivi 32 anos com esta realidade e não seria um ano fora que mudaria completamente a minha cabeça.

Agora que estou de volta vou tentar de todas as maneiras trabalhar na minha área ou em áreas afins. Conheci um brasileiro que com apenas quatro meses aqui conseguiu um emprego numa empresa de propaganda. Sei que ele teve muita sorte, mas se não tentarmos nunca saberemos. Percebo que o maior medo das pessoas é ter que encarar uma entrevista em inglês. Porém, a pior resposta que teremos será um “não”.  Nós brasileiros já deveríamos estar acostumados.

Dicas sobre a Austrália

Na última postagem falei sobre o cartão “El Mundo Latino”, a opção que considero mais barata para ligar para telefone fixo no Brasil. Mas há poucos meses a empresa de telefone celular “3” lançou um telefone com Skype. Com isto, a gente pode fazer e receber ligações de graça (Skype para Skype). O único problema é que como no Brasil não existe esta tecnologia no celular, as pessoas terão que ligar do computador para o nosso celular.


Na Australia também começou o horário de verão. Aqui eles chamam de “Day Light Salving”. E se você esta vindo para Down Under (como é conhecida a Australia) prepare-se para o verão. Há duas semana o sol mostrou o quanto ele vai castigar. Estava muito quente! Particularmente eu prefiro o calor. O frio mexe muito com o nosso humor. Um dia nublado, chuvoso e frio naturalmente faz a gente ficar pra baixo. Imagine quando você esta do outro lado do mundo, longe da família, dos amigos e da sua terra. Haja chocolate pra ajudar no nosso humor!

Desculpem-me novamente a demora em escrever. Tive que correr muito para retomar a normalidade por aqui. Ficar 2 meses viajando, gastando e sem receber não foi nada barato. Ainda estou pagando tudo isso.

Grande abraço e até a próxima.

Calebe Pacheco

Pare o mundo!

Eu estava esperando por novas notícias para escrever, e elas vieram “chutando o balde”, ou melhor, chegaram “de com forca”… rsrsrs… Depois da passagem marcada para o Brasil, roteiro feito, malas quase prontas, surgiu a oportunidade de começar um programa numa rádio aqui de Perth. Pare o mundo que eu preciso descer!  Esse tipo de chance eu não poderia perder nem na China. Bem que eu não estou muito longe de lá. É um pulinho de avião para Bali, Tailândia, Japão, China etc. Conversei com minha familia e decidi voltar para o Brasil somente de férias e retornar para continuar este projeto.

O primeiro programa foi no dia 19 de abril, sábado, e graças a Deus tive uma resposta maravilhosa dos ouvintes e da moçada brasileira. Lancei uma promoção para que a galera escolhesse o nome do programa, que foi anunciado no fim de semana passado. O nome escolhido foi Brazil Down Under, sugerido pelo meu amigo Marcio, ex vocalista da banda Sambalicions. Esta banda promove a principal festa brasileira de Perth, e alguns dizem que é a melhor da Austrália.

A rádio que estou fazendo o programa é portuguesa, mas eles adoram as musicas brasileiras. No Brazil Down Under, além de muita música trago notícias sobre o Brasil, com a participação de correspondentes, entrevistas, um pouco da historia da MPB e a participação de ouvintes. O programa é transmitido todos os sábados das 8 às 11 da manhã, pela 91.3 FM.

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Sobre a cidade
Na última postagem eu disse que o calor estava insuportável. Mas agora tenho saudades daquele tempo, porque o frio tomou conta da cidade. A temperatura varia entre 6 e 20 graus célsius. Se você esta vindo traga um casaco bem quente. A chuva também já começa a se mostrar.
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Contato com a família
Uma dica que esqueci de dar na última postagem foi sobre telefone. Quando eu vim para a Austrália, fiz minha familia comprar webcan e instalar msn, mas isso não é necessário. Aqui você pode comprar um cartão telefônico no qual a ligação internacional sai mais barata do que a ligação local no Brasil. NÃO E MENTIRA! Eu falo 7 horas e 30 minutos com nove dólares. Meus amigos de São Paulo chegam a falar 10 horas, porque o tempo varia de cidade para cidade. Recomendo o cartão El Mundo Latino que esta na foto abaixo. Aqui em Perth eu só encontrei para comprar na estação de ônibus do centro, numa loja de coreanos.

Outra informação preciosa é que chegou uma nova tecnologia para os aparelhos celulares daqui. Você pode ligar e receber ligação via Skype sem pagar nada. Skype, para quem não conhece, é um programa via internet, muito parecido com MSN, porém mais usado para fazer ligações. Com isso, sua familia pode entrar na internet e ligar para o seu celular a qualquer hora e de graça.

Lembra que falei sobre comprar 4 meses de curso e tirar 2 meses de férias para trabalhar e pagar o próximo curso? Pois é, a imigração mudou as regras e não esta permitindo longos períodos entre o fim de um curso e o início do outro. Obtenha mais informações com a sua agência de intercâmbio.

A minha última dica é sobre os planos de permanência na Austrália. Venha aberto para ficar mais tempo. Se você quer aprender inglês, tenha em mente que isso não vai acontecer em menos de 2 anos. A maioria dos estudantes vivem com a pergunta: “volto ou fico mais um pouco”. A saudade do Brasil, da familia e dos amigos é constante, mas 80% dos que voltam confessam sentir saudades da Austrália. Então, não faça como uma estudante que ficou 6 meses aqui, mas com a cabeça no Brasil. Não saia, não curtia, não conheceu os lugares, fez poucos amigos, e só percebeu isto quando faltavam duas semanas para voltar. A partir dai ela quis fazer tudo de uma vez e, lógico, não conseguiu.

Se quer vir para Down Under (Austrália), aproveite o seu tempo e viva intensamente a sua vida Aussie (australiana). O Brasil sempre estará à sua espera.

See you soon

Calebe Pacheco

Tudo igual mas diferente

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Os 6 meses que planejei para ficar na Austrália passaram, mas eu ainda estou aqui. Resolvi estender meu visto por mais 6 meses, porque preciso de mais tempo para estudar. Além disso, é uma péssima hora para voltar ao Brasil, porque o nosso pais só funciona depois do carnaval. Não seria um momento apropriado para me recolocar no mercado de trabalho.

 

Tirei 2 meses de ferias, volto a estudar em marco e em junho volto ao Brasil. Agora conheço melhor a cidade e tenho condições de focar a minha vida nos propósitos que me fizeram vir para a Austrália . Nos primeiros 6 meses a gente fica perdido. É muita mudança e adaptação: distância da familia e dos amigos, uma nova cultura, voltar a estudar o dia inteiro, a dificuldade na comunicação, a saudade do Brasil, um novo tipo de trabalho que a maioria de nos nunca fez no nosso país (lavar louça, ser garçom, fazer faxina, cozinhar etc). Tudo isso faz a gente viver meio que apagando incêndio, como diria Zeca Pagodinho: deixando a vida nos levar.

 

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Professor de forró 

 

Você lembra da idéia que dei no restaurante que trabalho para começa um rodízio de pizza com forro? Depois do sucesso, contrataram-me para dar aula de dança. Na última aula tinha cerca de 20 alunos. Além disso, tenho minha particular multi-cultural turma de forro, com três australianos, três brasileiras, um suíço, uma taiwanesa, e uma americana . Esses dias encontrei no restaurante um casal de leitores do meu blog. Marcelo e Aline agradeceram as informações que escrevi sobre a cidade. Isso foi muito importante pra mim. Quero que este blog, além de ser um relato sobre a minha vida, possa ajudar as pessoas que querem vir para a Austrália , em especial Perth

 

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Quente Perth

Em Perth o calor está insuportável. A média varia em torno de 35 e 40 gráus. Esta difícil até dormir, porém, a água do mar que era congelante, está uma delícia. Os mosquitos foram embora, mas as européias continuam embelezando a cidade.

Dica sobre Perth

Essa dica nenhuma agência informa. Não pague mais que quatro meses de curso de inglês. É muito tempo pra você estudar sem descanso. Estude quarto meses, pegue dois meses de férias e estude mais 3 meses. Com isso, você poderá trabalhar para pagar o próximo curso durante as férias e ainda terá um refresco. Pelo que sei, no primeiro curso você tera que estudar 4 meses. Mas a partir de então, pagando três meses você receberá entre 15 e 30 dias de férias e terá um intervalo de 2 meses para iniciar o novo.

Marca Brasil

Ser brasileiro aqui é marca famosa. As pessoas gostam muito da nossa cultura, do nosso jeito, da nossa língua. Até porque a Austrália não tem muito a oferecer culturalmente. É um país muito novo, um bebe buscando sua própria identidade. No dia 26 de Janeiro foi a comemoração do dia da Austrália . Muitos me disseram que seria um dia badalado; a principal festa daqui. No fim, não aconteceu nada! As pessoas foram aos parques, jogaram bola, conversaram e o mais diferente foi um show pirotécnico de 30 minutos.

 

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Às vêzes a falta de criatividade do australiano me incomoda. Por exemplo: as propagandas são idiotas, os programas de TV cansativos, eles não tem interesse em saber o que acontece ao redor do mundo e em fazer uma universidade. Se você vai a um bairro igual ao que trabalho (Subiaco), a maioria das lojas tem o nome do bairro (Subiaco padaria, Café Subiaco, Subiaco hotel, como na foto acima) Mas, talvez, essa falta de criatividade é que faz a Austrália ser o que é. Eles não tem o jeitinho brasileiro de querer mudar as coisas. Se existe uma regra eles simplesmente obedecem. O brasileiro sempre tem novas idéias. Quebrar as regras é a principal regra. Essa talvez seja a nossa grande vantagem, mas também a nossa ruina.

Umas das coisas que me surpreende aqui é a quantidade de brasilienses que vem para Perth. Eu conheco muitos e todo mês chegam mais candangos. É engracado vir para o outro lado do mundo e conhecer uma pessoa que mora numa quadra depois da minha, na Asa Norte.

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Hoje estive na praia e o mar estava como uma piscina, sem nenhuma onda. É muito gostoso nadar. A foto acima mostra este mundaréu de piscina, no fim de mais um dia na Austrália.

Até o próximo texto.

See you later

Calebe Pacheco

Tudo mudou, menos a saudade

Muita coisa mudou desde a minha última postagem. Desculpem-me meus amigos e leitores, mas não tenho muito tempo pra escrever. A escola toma quase todo o meu dia, tenho que trabalhar e ainda estudar em casa. O tempo que sobra eu preciso dormir e me divertir um pouco.

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MUDANÇAS

Graças a Deus eu não trabalho mais como kitchenhand. Depois disto fiz limpesa de escritório e agora sou garçon. Mas, como aqui as coisas mudam muito rápido, não sei o que serei na semana que vem. A grande novidade é que também sou DJ na principal festa brasileira de Perth. Além disso, por minha sugestão, o restaurante que trabalho começou o primeiro rodízio de pizza de Perth, com banda ao vivo tocando forro. Foi o maior sucesso! Os forrozeiros daqui agora tem onde dançar na quarta-feira.  

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NOSTALGIA

E engraçado como a nostalgia toma conta da gente. Qualquer coisa que lembra o Brasil faz os brasileiros se sentirem bem. As musicas, a comida, o futebol, tudo parece trazer o Brasil para mais perto. Quem não gosta de samba começa a gostar; quem não gosta de forro começa a curtir, os nossos sentimentos ficam a flor da pele. Esses dias fui almoçar num restaurante Brasileiro e quando as garçonetes colocavam a feijoada os brasileiros quase babavam. De vez em quando os amigos vão a minha casa e ficamos na frente do computador ouvindo samba, forro, e cantando como quem canta a tristeza da saudade.

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UM POUCO MAIS SOBRE A CIDADE

Aqui não se pode ficar bêbado na rua, não se bebe e nem se vende nada nas praias. Não se vende cerveja ou vinho nos supermercados. Existem os “bottle shops”, comércio próprio pra vender bebida alcoólica. Há 2 meses eu tive que comprar uma bicicleta, porque estava começando a trabalhar muito cedo, e não tinha ônibus. Foi muito cômodo pra mim. Como em Perth muita gente anda de bicicleta, já existe uma estrutura de estacionamento perto das lojas, nos centros, nas estações de transporte publico e é permitido entrar com a bicicleta no metrô. Os ciclistas precisam respeitar a mesma sinalização dos carros: parar no sinal vermelho, dar seta com a mão, usar capacete e colocar luz a bateria na bicicleta pra andar a noite.

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A cidade agora esta tomada por europeus, principalmente suíços, alemães e franceses. Eles geralmente chegam no fim do outono e ficam até o fim do verão. Aqui existe trabalho pra quem quiser. Se os brasileiros pudessem só trabalhar, teriam uma  vida melhor. Trabalhariam 3 ou 4 vêzes por semana e curtiriam o restante do tempo. Por isso, os australianos não se preocupam em estudar. Eles conseguem a independência muito cedo, porque nunca falta emprego. Fora meus professores, eu não conheço um australiano que terminou a faculdade. Junto com os europeus chegaram os mosquitos. A cidade esta infestada. Você anda na rua e eles atacam; pousam na sua boca, ouvido, nos olhos, chega a ser insuportável.

Tão incomodo como as moscas é a solidão. E muito difícil não ter familia e namorada numa cidade que você não conhece ninguém e tem dificuldade pra falar a língua. Quem vem acompanhado tem uma vida mais fácil tanto no quesito solidão quanto pra alugar apartamento ou casa. De vez em quando precisamos dar uma forca aos amigos que querem lagar tudo e ir embora. Eu já precisei algumas vêzes.

 

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Não espere muito das escolas e da cidade. As escolas de inglês no Brasil possuem a estrutura 3 vezes melhor do que as daqui. Além disso, por ser muito novo, o pais não possui uma cultura própria. Não tem música, comida típica, e as manifestações culturais são as dos aborígines. Da até sono ver as pinturas e ouvir as músicas. Até o último feriado, no mês passado, foi importado: aniversário da rainha da Inglaterra.

E se alguém disser que o clima daqui é igual ao do Brasil, é MENTIRA!!!!!! Estou há 4 meses em Perth e nos primeiros 3 meses choveu pelo menos 3 vezes por semana, o dia todo. Eu nunca senti tanto frio na minha vida. Como a cidade venta muito, a sensação térmica e muito mais baixa. Agora que chegou o calor o problema mudou. Eu não sabia, mas a maior parte do buraco da camada de ozônio esta aqui na Austrália. Por isso, o índice de câncer de pele e alto. E muito perigoso ficar exposto ao sol. Se você não usar protetor, em 30 minutos, a sua pele fica vermelha. Eu não sei se é verdade, mas me disseram que no verão o governo distribui protetor solar. 

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A cidade é muito bonita, cheia de parques, limpa e organizada… Vou sentir falta disso. Também da pluralidade cultura e da possibilidade de conseguir um novo emprego a qualquer momento. Porém, o sub-emprego, a obrigação de ter que estudar 5 horas por dia e a solidão fazem a vida ser difícil para os brasileiros. Não venha com muitas ilusões. As agências dão a entender que aqui é um paraíso. Mas a realidade crua e nua é bem diferente. Porém, eu não me arrependo. Eu não entendia e nem falava inglês, agora tenho o básico para me comunicar e ainda tenho um tempo para aprimorar o que aprendi. Fiz amigos da Korea, do Japão, da Franca, da Itália, da Suíça, da Colômbia, da Áustria, do Brasil e até da Austrália. Além disso, aprendi a valorizar mais o Brasil.

 

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ULTIMAS 

A ultima nova é que mudei de casa e agora moro com três amigos brasileiros. Os caras são muito gente fina e por isso estou curtindo mais a vida. Agora tenho o meu espaço. Ficar em home stay é bom, mas voce não tem a mesma liberdade. Fizemos um churrasco de inauguração da casa pra 40 pessoas. Foi um sucesso! Teve aula de forro, apresentação de bandolim, comidas típicas do Japão, da Korea e fiz ate pudim. Os asiáticos deliraram.

 

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Ainda não decidi sobre o tempo que vou ficar aqui. Sei que preciso de pelo menos um ano, mas não sei se tenho paciência. Ficar longe da familia, amigos e do Brasil é muito difícil. A solidão é um dos piores problemas pra mim. Como disse meu amigo Thiago: “…seis meses é pouco tempo para aprender inglês e muito tempo para ficar longe de casa”. 

 

See you

Finalmente: igreja, churrasco e praia

“Ame ou deixe”. Essa é a definição dada pelos brasileiros que vivem aqui, para os primeiros 6 meses na Austrália; você ama e fica, ou odeia e vai embora. Lógico que o ódio não é pelo país ou pelas cidades. Está ligado a estrutura da pessoa que não aguenta ficar longe da familia, dos amigos, da vida que levava no Brasil ou não suporta o sub-emprego reservado para os sul americanos aqui. Mas a pessoa precisa de pelo menos 4 meses pra se decidir. A maioria dos brasileiros que mora a mais de 5 meses quer ficar. Vou guardar esta decisão pra depois.

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Eu estive na companhia de dança que mencionei na postagem anterior e comecei a treinar salsa com eles. Saímos pra dança e foi muito bom! A galera é muito boa. Estou mais acostumado com a cidade, com o trabalho e pretendo curtir mais a vida aqui. Eu estava só trabalhando e estudando. Isso estava fundindo a minha “cuca”. Subi de nível na escola e consigo entender e falar melhor. Mas já percebi que 6 meses é pouco tempo pra aprender inglês. Um bom tempo talvez seja um ano.

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Descobri que a minha professora é Batista e visitei a igreja dela no domingo passado. Foi um dos melhores dias que eu tive em Perth. Depois do culto, fomos à praia para a despedida do Danilo, um brasileiro que volta para o Brasil nesta semana. Eu me senti em casa. A igreja é muito acolhedora e tem boa musica. Ainda não posso falar sobre a palavra, porque não entendi muita coisa. Mas é maravilhoso como Deus faz as coisas. As igrejas aqui começam o culto às dez da manha, horário que eu tinha que sair para trabalhar. Na semana que a minha professora me convidou para ir à igreja dela, o meu chefe mudou meu horário para começar as 17 horas. Thank you Jesus!

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A cidade continua com suas curiosidades. A educação aqui é invejável. Não existe lixeiro pra varrer a rua, por que não existe lixo na rua. No metrô, as pessoas esperam todos saírem pra depois entrar. As escolas contratam idosos a fim de parar o transito para os alunos atravessarem a rua. Todos os carros param tranquilamente.

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Aqui todo o transporte é publico (ônibus, trem e barco). O governo distribui panfletos e coloca nas paradas o horário que o transporte passa nas principais ruas e nas estações do metrô. O atraso é de no máximo 2 minutos. Além disso, no posto de combustível cada motorista abastece o seu carro e depois paga na loja de conveniência. Ninguém fiscaliza quem paga. O controle e feito pela consciência de cada um e, como ninguém é bobo, existem câmeras gravando tudo.

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Por falar em câmeras, elas estão por toda a cidade: no interior das lojas, shoppings, prédios,ônibus, metro etc. Nada passa em branco. Mas até isso eles fazem bem. Elas São estilosas e facilmente passam despercebidas. Eu achei uma feira de frutas, verduras, cereais e legumes parecida com as que temos no Brasil. Comprei feijão e me acabei de tanto comer. Também encontrei uma construção parecida com a torre de TV de Brasília.

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Pra quem gosta de carro isso aqui é um paraíso. As ruas parecem uma feira internacional de carros importados. Eu vejo Mitsubiche aqui igual vejo Fiat no Brasil. Eu nunca tinha visto na minha vida um Porsche tipo caminhonete. Aqui eu vi. Lindo, lindo, lindo!!!

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A cidade esta sempre em reforma. Você não vê um buraco no asfalto ou alguma coisa estragada. Eles estão sempre arrumando tudo. O fast food popular na Australia é o Hungry Jacks. Eu achei o sanduíche mais saboroso do que o do Mac Donald. A minha diversão e dos meus amigos brasileiros é comer a casquinha do Hungry, porque custa 40 cents. Ela não é tão boa, mas o preço é maravilhoso. Rsrsrs

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Bem… já falei demais hoje. Qualquer duvida ou sugestão você pode mandar para o meu e-mail (calebepacheco@yahoo.com.br), ou deixar um comentário no meu blog.

See you

Primeiro emprego

Na minha última postagem eu disse que gostaria de ter, nesta semana, boas noticias sobre trabalho, e graças a Deus eu tenho. Comecei a trabalhar num restaurante italiano que o gerente é japonês, uma garçonete é francesa, a outra colombiana, tem um brasileiro…. mas o chefe da cozinha é italiano e apaixonado pela música brasileira. Todos os dias eu ouço samba. Além de ter comida e bebida free, agora eu consigo me sustentar na Austrália. Contudo, para quem tem interesse em vir pra este pais se prepare, o trabalho é muito mais difícil do que eu imaginava. Os brasileiros só conseguem trabalhar limpando escritório, lavando pratos, no atendimento ou como garçom. No último domingo, 15, eu trabalhei 11 horas em pé, com um intervalo de uma hora e meia. Nunca pensei que trabalharia tanto na minha vida. O interessante é  ver todos os brasileiros com graduação, pós, alguns que tinham cargo de chefia no Brasil, ficarem alegres por conseguirem sub-empregos.

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Outra boa noticia e que eu levei minha primeira multa fora do Brasil. Como eu expliquei anteriormente, as pessoas tem um cartão pra pagar a passagem de trem e de ônibus. A maioria das estações não existe catraca pra vigiar quem paga, mas nos vagões circulam agentes que verificam. Fui trabalhar no domingo e passei meu cartão. O sistema acionou a luz verde, que indica o desconto no cartão, porém não descontou a tarifa e eu levei uma multa de 50 dólares. Vou recorrer pra tentar reverter a situação. Por sorte minha, todas as estações possuem sistema de câmera. Com isso, posso provar que foi culpa do sistema.

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Na GEOS, Internacional Colleges Oceania, as coisas progridem. Na terça-feira, 17, a minha turma visitou a Caversham Wildlife Park , onde eu pude ver ao vivo, pela primeira vez, coalas e cangurus. Para quem eu prometi uma foto de canguro, cumpro a minha promessa. Aqui conheci bons colegas, sempre dispostos a ajudar. Estou me adaptando à comida da Austrália, ao rigoroso frio e aprendendo a conviver com a distância da familia, dos amigos e do meu querido Brasil.

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Hoje o meu plano e terminar o meu curso e voltar pra minha terrinha. Não e fácil passar pelo que os Brasileiros passam por aqui. A pessoa precisar de muito foco e mesmo assim da muita vontade de largar tudo e voltar. Eu tenho a cada dia mais convicção da excelente vida que eu tinha no Brasil. Pra quem vem com dinheiro e não precisa trabalhar, aqui e um lugar maravilhoso. Mas pra os quebrados como eu, isso aqui é escravidão. Estou exagerando um pouco. rsrsrs urlaub2005-027-web.jpg

Durante estes 30 dias eu sai uma vez. No domingo passado teve um pagode com feijoada num bairro chamado Fremantle, mas eu estava trabalhando. Quando eu estou no restaurante chego de madrugada em casa e vejo a moçada sair pra beber. É engraçado como as garotas gostam de andar com as pernas de fora. A gente morrendo de frio e elas à vontade. Os australianos são muito largados pra se vestir. Quando não estão trabalhando andam de chinelo e bermuda no trem, no shopping, na rua, e as garotas usam muita maquiagem.

Estou batalhando pra trabalhar como professor dança ou numa radio que tenha programa pra brasileiros. Espero ter novidades em breve.

See you

18 dias

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Hoje completam 18 dias que estou na Austrália, por isso já posso fazer um balanço da viagem e da cidade. Perth tem a disposição do comércio parecida com São Paulo, mas sem o tumulto e o lixo de la. Os espaços verdes são gigantescos e tem um pouco da calmaria de Brasília. O expediente aqui termina as 17h, com exceção da quarta-feira que encerra ao meio dia. Neste dia, apenas o comércio fica aberto para que as pessoas façam suas compras e resolvam os problemas que não conseguem resolver nos outros dias.

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Os australianos são extremamente educados e pacientes com o inglês capenga daqueles que estão começando no idioma. A maioria das pessoas dá bom dia na rua, pedem desculpa por tudo e agradecem qualquer coisa. É curioso ver 70% dos passageiros descer do ônibus e agradecer ao motorista. Por sua vez, os motoristas esperam tranqüilos o sobe e desce dos passageiros. Eu sai com um brasileiro, e ele não tinha andado de ônibus em Perth. Quando chegou perto da parada ele queria levantar correndo. Eu expliquei que aqui vc não precisa pular do ônibus em movimento como no Brasil. O motorista espera você levantar do assento e descer. Mesmo que ele quisesse sair logo não poderia. Grande parte das pessoas usa um cartão magnético pra pagar a passagem. Ele é usado na entrada e na saída do transporte, tanto nos trens como nos ônibus, para que o sistema debite a tarifa correta do cartão. Não existe cobrador.

Porém, os aborígenes na estão incluídos no rol dos educados. São extremamente hostis e mal encarados. Nesta semana um aborígene cuspiu perto de uma australiana 3 vezes. Ela saiu de perto dele e foi para a parada. Ele a seguiu e cuspiu dentro da parada. Mas existe toda uma historia de revolta deles contra os australianos. Os aborígenes perderam suas terras e muitos foram assassinados. Hoje o governo os financia por reconhecer os erros passados e por entender que a terra foi tomada deles. A historia e bem parecida com a dos índios no Brasil.

Falando em alimentação… traga sua marmita do Brasil. Nunca comi tão mal na minha vida. Aqui eles tomam café da manha, lancham e jantam. Não tem almoço. Mas a comida não tem nenhum tempero. Esses dias comi no jantar água quente com legumes e macarrão. Acho que tinha no máximo uma colher de sal. A sobremesa foi massa de panqueca recheada com açúcar e suco de laranja. Quase eu pedi uma pizza. rsrsrs. A maioria dos meus amigos brasileiros emagreceu.

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A cidade é tomada por orientais: chineses, tailandêses, coreanos, japoneses etc. Eles mandam aqui. A maioria dos estudantes orientais não trabalha. Ficam de um a seis meses só estudando. Na sala, eu me mato pra achar as palavras no meu dicionário, enquanto eles em em cinco segundos encontram no dicionário eletrônico. Eu fui na emigracao pra pegar o meu visto de trabalho e só tinha brasileiros e alguns colombianos. Além disso, nós temos dificuldade em alugar moradia, porque as pessoas não confiam. Precisamos comprovar muito dinheiro. Já os orientais e os britânicos conseguem com facilidade. Aqui ainda parece uma colônia britânica.

O custo de Perth é muito parecido com o de Brasília, só que em dólar australiano. Se no Brasil uma pêra custa R$ 3,00, aqui ela custa A$ 3,00. Os eletrônicos são mais baratos, mas a moradia e mais cara. Pelo menos esta foi a primeira impressão que eu tive. Eu ainda não me acostumei com a inversão do fluxo de carros e passageiros. Aqui a ida é pela esquerda e a volta pela direita. Eu fico igual criança olhando para os dois lados na pista, porque nunca sei de onde vem o carro.

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Pra quem esta interessado em vir agora pra Austrália, se prepare para passar frio. Quando eu estava no Brasil olhei os números da temperatura e fiquei tranqüilo. Estava entre 8 e 20 graus. Porém, os 10 graus do Brasil não chegam perto dos daqui. Como a cidade venta muito, a sensação térmica é de 0 grau. Entretanto, o tempo muda muito rápido. Agora chove, mas em 15 minutos o céu abre. Está frio, mas em 20 minutos esquenta. O tempo é meio louco. Já me avisaram que até o fim de julho vai esfriar mais, e que em outubro, verão, chega a 40 graus.

Próxima semana espero ter boas novidades sobre trabalho.

 See you

Diario de bordo

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Saí de Brasília as 15h 25 e só dias depois soube da paralisação dos aeroportos no Brasil. Deus me livrou desta. De cara tive uma experiência transcultural. Sentei ao lado da Vanessa Guimarães, uma norte americana que estava no Brasil para ,entre outra coisas como curtir as baladas viajar pelo pais e fazer amigos, estudar português. Ela e da Califórnia, o pai e norte-americano e a mãe brasileira. urlaub2005-093-web.jpg

De São Paulo fui para Argentina. Cheguei em Buenos Aires por volta das 23h. O vôo seguinte, para Nova Zelândia (NV), estava marcado para sair as 23h 59, mas só embarquei a 1h 30 da manha. Por causa dos vários fusos horários, fiquei 21 horas sem ver o sol. Fora as 8 horas que e Aerolineas Argentina nos deixou com fome, e um americano com um bruta Chile ao meu lado, a viagem foi tranqüila. Cheguei em Auckland (NZ) as 15h 35, horário de Brasília; horário local 6h 35 da manha. A temperatura era de 16 graus.

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No embarque pra Austrália, mostrei o ticket errado e parei na primeira classe. Os funcionários do aeroporto nem perceberam. Achei estranho e perguntei para a aeromoças. Ela percebeu o erro e pediu o ticket correto. Mostrei e fui para o meu humilde assento. rsrsrs. logo em seguida vieram os agentes do aeroporto pra me buscar. Como eu já havia esclarecido tudo, a tripulacão me socorreu e fomos para Sydney pelo mar da Tasmânia, quando finalmente vi o sol.

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Foram mais de 15 mil quilômetros rodados e 35 horas de viagem. Eu não aguentava mais